Friday, October 10, 2008

E o direito à diferença?


Enquanto esta manhã no parlamento o Partido Socialista executava mais uma hábil pirueta e promovia o “casamento” homossexual a imperativo debate nacional, ao mesmo tempo, a opinião regimental era doutrinada nas avassaladas rádios e televisões nacionais.


A Grande Parada está a começar, e o Grande Irmão prepara as mentes ignotas para mais uma fracturante revolução de costumes, rumo aos píncaros da civilização. É neste espírito que o programa Opinião Pública da SIC Notícias convidava esta manhã  o “insuspeito” Rui Tavares para comentar tão suculento tema. Coadjuvado pela apresentadora de serviço, o virtuoso pregador (necessita urgentemente de aulas de dicção, mas isso não interessa nada) escuta complacente o povo ignorante que teima não entender o sentido profundo da igualdade: que afinal o casamento de dois indivíduos do mesmo sexo se equipara por exemplo ao casamento de um homem e de uma mulher de raças diferentes.

Admitindo como inevitável a promulgação do “casamento” gay a breve trecho, apenas desejo realçar, como lamentavelmente a discussão nos grandes meios está inquinada, feita mera propaganda ou sound bite. Apequenando o pensamento e minando a democracia. Eu, em oposição ao simplismo igualitário, perfilho antes a causa do direito à diferença.

5 comments:

  1. Está a brincar com as palavras, caro João Távora.
    O Direito à diferença manifesta-se precisamente na igualdade dos diferentes perante a lei.

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  2. ... entre o zangado e o triste, uma farpa em riste...

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  3. Deve ser falha minha, mas não consigo entender como é que para a esquerda modernaça, e em pouco tempo, o casamento passou de uma instituição retrógrada e desprovida de sentido para passar a ser a coisinha mais candente deste país do Noddy.

    E o que faz o Rael ali em cima ? Bem sei que era diferente, mas não era desse género.

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  4. Caramba, Caro João, se esse assunto enjoativo anda a minar a Democracia, começa a ter ponta por onde se lhe pegue!
    Abraço

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  5. A central da maricagem devia pensar antes de usar certos 'argumentos': esse de comparar o 'casamento' entre pessoas do mesmo sexo com pessoas de raça negra é de um racismo inqualificável. O SOS racismo e o BE deviam processar os palhaços que o empregam.

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