Volto ao cair da noite pela marginal em direcção ao Estoril depois de mais uma visita domingueira à minha mãe que mora em Lisboa. É Domingo mas deparo-me com o tráfego tremendamente congestionado: o tradicional “passeio dos tristes” inverteu a direcção, pois a população que debandou de Lisboa ocupa hoje a periferia e faz turismo na capital.
O mesmo indicador constata-se na paróquia do Estoril a qual frequento: neste antigo e prestigiado destino balnear, com os seus templos dimensionados para um perfil demográfico ultrapassado, é com um admirável dinamismo que a igreja paroquial e a sua vizinha dos Salesianos se coordenam para disponibilizar ao Domingo missas de meia em meia hora, alternadamente entre as oito da manhã e a uma da tarde. Por causa dessa variedade de escolha, em jeito de piada aqui os indígenas apelidam a sua paróquia “o centro comercial das missas", por sinal sempre lotadas.
Em sinal contrário encontrei este ano a missa do Galo em Santos-o-Velho, antiga grande freguesia do centro da capital, confrangedoramente vazia. O fenómeno, para lá de outras interpretações do foro sociológico, confirma uma preocupante desertificação da cidade.
Fotografia daqui
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