Evangelho segundo S. Mateus 11, 25-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, como ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve.»
Da Bílblia Sagrada
C
ReplyDeleteIsto não é aquela parte que o padre Frederico costumava sempre dizer na homília aos seus jovens discípulos, vinde a mim que o meu jugo é leve, etc., etc.?
ReplyDeleteNão sei o que o Padre Frederico dizia Isbela, não sigo novelas desse género; preservo-me. Estas palavras foram proferidas por Jesus Cristo, e também são para si. Cumprimentos,
ReplyDeleteA Bíblia, o Velho e o Novo testamentos. Os Evangelhos.
ReplyDeleteQuem tem olhos para ler que leia a Bíblia, que muita gente invoca, mas que quase todos desconhecem.
Na esmagadora maioria das vezes que Cristo é citado, nos Evangelhos, verificamos que se dirige ao povo, aos humildes, aos mais pobres dos pobres. Como nesta passagem, de hoje, que sublinho: "Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei". É este o registo mais frequente dos Evangelhos, isto é dirigido aos cansados e oprimidos. Hoje o que vemos? A hierarquia da Igreja, salvo raríssimas excepções dialoga com o Poder, com os Ministros e os Presidentes, com os Doutores bem falantes, porque o povo é ignorante. Para o povo, para os pobres dos pobres, está reservada a palavra Caridade. O que devia ser a excepção, ou o último recurso, é a regra.
Citar a Palavra de Deus tem o seu valor, mas muito mais valor tem a reflexão sobre o seu significado. E não é necessário ser-se erudito para interpretar as palavras de Cristo.
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Nota: as maiúsculas e as minúsculas são intencionais.
Caro Manuel Leão:
ReplyDeleteConcordo que o caminho da Igreja para Cristo tem sido bastante acidentado, fruto qui sas da própria imperfeição humana. Reconheço-lhe no entanto alguns inegáveis heróis, mesmo vivos. Tenho uma visão da igreja muito mais orgânica do que o Manuel Leão, e não encontro francamente soluções milagrosas, que não fossem atentatórias da liberdade pessoal e do respeito pela diferença. De resto desafio-o a conhecer duas ou três instituições/iniciativas que mostram um lado mais positivo da realidade actual.
Respeitosos cumprimentos,
Esta caixa de comentários tem tantos cumprimentos que qualquer dia tenho de mudar de roupa antes de ler o CF. Pelo menos vestir o roupão por cima do pijama para ficar mais decente.
ReplyDeleteJoão Távora:
ReplyDeleteNão chega, João Távora, não chega.
Este é um legado de tipo diferente. Deveria ter uma lógica diferente das outras instituições. Houve já páginas vergonhosas, algumas num passado não muito distante, mas não era a isso que eu me referia. Referia-me à aplicação concreta dos ensinamentos na vida do dia a dia. Nas angústias actuais. Referia-me à Igreja dos pobres, daqueles que mais necessitam. Tirando raríssimas excepções, como, por exemplo, o Bispo resignatário de Setúbal, ninguém pega nesse testemunho. A Igreja parece envergonhada nesse papel ou então parece que já deitou a toalha ao chão. Que existem leigos que fazem trabalho meritório, sei que existem. Mas a Igreja não está a utilizar o "peso" que tem, neste momento especialmente difícil. Não chegou até nós, por exemplo, nenhuma intervenção a respeito da crise dos alimentos. É a este tipo de omissões que me refiro.
Cumprimentos.