Friday, February 27, 2026

Coisas que já (quase) não interessam a ninguém

Popeye_Holds_Jeep1.jpg


Num recente podcast da rádio Observador “Português Suave”, excelente programa sobre os enigmas que a língua portuguesa encerra realizado pelo linguista Marco Neves, foi abordado o tema das marcas que se tornaram nomes comuns como "tupperware", ou "Jeep" e outras. Nesse programa notei num erro, ou pelo menos uma omissão, quanto à origem do nome “Jeep” que considero pertinente esclarecer, até pela graça da história. Nele afirma-se que Jeep é uma marca, que com o tempo se tornou a designação de todos os veículos todo-o-terreno, e é aqui que importa explicar o equívoco. A marca a que Marco Neves se queria referir é a americana Willys, cujo modelo usado na II Guerra Mundial foi baptizado com o nome “Jeep” devido à coincidência da sua versatilidade com a do espantoso personagem "Eugene, the Jeep" das tiras de quadradinhos do Popeye, que apaixonou a América de então, em especial os militares deslocados para o teatro de guerra. Por causa disso, nas referidas viaturas e em diverso material bélico era pintado um decalque da mágica criatura, que os militares acreditavam dar sorte nas missões.


Eugene the Jeep é um fantástico ser mágico, uma ternurenta personagem amarela, com habilidades sobrenaturais, criada por E.C. Segar em 1936 para a banda desenhada Thimble Theatre (Popeye). Importado da África como presente para Olivia Palito, a namorada do Popeye, o "Jeep" é um animal sábio, capaz de comunicar por telepatia, adivinhar o futuro e atravessar dimensões, comunicando apenas com a palavra "Jeep".

No comments:

Post a Comment

O espelho de Alcácer

O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...