Estava há bocado a ouvir o Rui Ramos no programa “E o resto é história” a desmontar falácia por falácia o celebre ensaio “A Causa da Decadência dos Povos Peninsulares” (deu-me tanto gozo, meu Deus!), tão bem escrito pelo mestre da prosa que foi Antero de Quental, suportado nos mais cientificos e estruturados preconceitos republicanos da época, terminando o historiador por asseverar que a historiografia actual reconhece que em termos relativos Portugal foi muito mais avançado nos séculos XVII e XVIII. Foi quando me apercebi da inquietação em que ficou o João Miguel Tavares e fiquei a pensar como estamos sempre a cair na mesma esparrela da arrogância de querer encaixar a realidade complexa em explicações simples e convenientes que tranquilizem e caibam na nossa cabeça quadradinha.
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