
Esta manhã escrevi no Facebook que, se Ivo Rosa isentasse José Sócrates de ser julgado por corrupção, tal justificaria uma profunda comoção nacional, constituiria um sério golpe nos alicerces do regime e a completa descredibilização do nosso sistema jurídico. Terei sido demasiado cândido?
Não é preciso ser jurista nem ler as milhares de páginas da acusação para ficarmos terrivelmente inquietos com o que permitimos que se passasse nas nossas barbas. A comprovada entrega de milhão e setecentos mil euros em dinheiro vivo a José Sócrates "com o propósito de ele ser ser simpático", (o eufemismo utilizado hoje por Ivo Rosa) talvez seja dinheiro a demais. Para isso talvez chegassem “meia dúzia de robalos”. O problema que esta decisão instrutória levanta, mesmo que o ministério público recorra com sucesso, é a acelerada e irreversível deterioração da confiança dos portugueses nas instituições que tudo isto causa. É o fundo do poço que como país continuamos a cavar envolvidos num nauseabundo lodaçal. Sinto uma enorme vergonha alheia.
Não conseguimos mudar isto a bem? Onde estão afinal os insurgentes?
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