
Coronavírus hoje em Portugal – 22.353 casos, 820 vítimas mortais
Acho que foi na segunda-feira que ouvi acidentalmente na SIC Notícias um deputado socialista que não sei o nome, dizer que era responsabilidade dos media fazer pedagogia a respeito dos méritos da celebração do 25 de Abril no parlamento apesar do confinamento decretado. Desde então esse esforço pedagógico reflectiu-se, ao mesmo tempo que o número de participantes na festa se foi reduzindo, em várias entrevistas a Ferro Rodrigues que insiste em se comportar como um elefante numa loja de porcelanas. Os portugueses no sábado darão a merecida atenção ao evento. Já as instituições do Estado português, mesmo “republicanas” mereciam mais consideração. Não há máscaras que lhe valham.
Por falar em “pedagogia”, os noticiários das televisões generalistas tornaram-se numa feira de horrores, coisa obscena, como se fossem transmitidos das enfermarias dos hospitais, num campeonato de sensacionalismo para despertar o medo e a mais completa irracionalidade ao telespectador. Como refere aqui o Henrique Pereira dos Santos “temos hoje uma comunicação social empenhada no seu papel de aterrorizar pessoas, e a fazer com que as pessoas achem normal que o Estado limite as suas liberdades individuais”. Eu acho que o que leva as televisões a cultivar o alarmismo é mais prosaica, tem a ver com a luta de audiências, que como sabemos a alienação tem clientela certa. Pela minha parte cortei o mal pela raiz, para não me contaminar, já nem o Paulo Portas oiço.
Hoje António Costa admitiu possibilidade da DGS ter acesso a localização de telemóveis das pessoas para controlo da epidemia. Mas como garantiu no parlamento que não vai haver austeridade, podemos estar descansados.
Ontem arranquei a minha filha de casa para irmos à Avenida Marginal comprar uma coisa à loja de ferragens, onde puseram um postigo à porta para manterem o negócio nestes tempos de quarentena. Pela minha parte eu vou fazendo a minha corrida matinal de 4 quilómetros pelas ruas interiores de São Pedro do Estoril, mais para manter a sanidade mental que a física. Posso garantir-vos que a primavera está a chegar em força.
Pensar que já houve tempos em que era feio falar de doenças para se manter o nível da conversa...
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