
Então, por causa das medidas de confinamento, os católicos não puderam celebrar a Páscoa em comunidade e a república não prescinde da sua missa anual do 25 de Abril? Ficámos ontem a saber que a celebração contará com 300 pessoas entre deputados, convidados, funcionários e jornalistas. Trata-se dum péssimo exemplo para a população e uma refinada falta de sentido de estado do parlamento. Tomara que se contagiem todos uns aos outros com... sarna.
Entretanto decorre por aí um excitante debate entre reputados opinadores sobre a aprendizagem que a humanidade pode fazer com a pandemia do coronavírus no caminho da sua redenção. As expectativas estão ao rubro, que isto de muito tempo no sofá estimula o "pensamento mágico". O que a humanidade está a aprender eu não faço ideia, julgo que nada; mas se os portugueses aprendessem a deixar de escarrar para o chão para mim já era uma boa evolução.
Soube que o António Costa entrou ontem na casa de muitos alunos confinados através da telescola em emissão na RTP memória. Um azar nunca vem só. E, sim senhor primeiro-ministro, desta vez a coisa não se vai chamar "austeridade", vai chamar-se "pobreza" mesmo.
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