
Coronavírus hoje em Portugal – 331 casos, 0 vítimas mortais
Ontem foi provavelmente o primeiro domingo em muitos séculos de história da cristandade sem missas dominicais publicas. Para marcar o domingo ontem decidimos almoçar fora… na varanda. O almoço foram umas pernas e peitos de frango que eu mesmo temperei e assámos no forno e comemos com batatas fritas. A nossa despensa está guarnecida como habitualmente, na expectativa de que podemos nos reabastecer quando necessário no supermercado aqui ao lado.
Dizem-me que o padrão estatístico da incidência dos infectados aponta para um quadro muito parecido com o de Espanha, talvez ligeiramente inferior ao verificado em Itália onde o fenómeno terá sido atípico. É fácil entender que a acção isolamento que estamos a empreender de momento só dará frutos daqui a duas semanas. Acho admirável como os portugueses têm voluntariamente acatado as directivas dos técnicos da Direcção Geral de Saúde. O meu desejo secreto era que não fossem necessárias “obrigatoriedades” impostas pelo poder central, estados de emergência ou coisa pior. Mas pelas redes sociais dá para adivinhar uma turba desejosa de imposições centralistas e radicais, estados de sítio e fecho de fronteiras (o que isso queira dizer)… teme-se o pior.
O telefone tem sido um utensilio muito importante para contactar os familiares e amigos, trocar impressões e alijeirar inquietações. Pelo terceiro dia consecutivo recitámos o terço ao final da tarde, e acho que os miúdos até estão a gostar do sentimento de cumplicidade que a oração em família convoca. O mais difícil está a ser por o miúdo mais pequeno a estudar as matérias do programa escolar que nos foram remetidas pela escola, mas a coisa vai ao sitio, com paciência e às vezes voz grossa.
Entretanto soube-se que os Genesis, ou o que resta daquela banda extraordinária do início dos anos 70 (Peter Gabriel e Steve Hackett não estão para chatices), vão reunir-se para uma tournée no Reino Unido em Novembro. Assim que a epidemia passar prometo empenhar-me na organização duma espécie Prós e Contras, com os melhores especialistas sobre o tema (um deles sou eu)… e bar aberto. Acho que o sucesso é garantido.
Bom dia na medida do possível
ReplyDeleteTenho uma dúvida que julgo possa ser partilhada por outros, tendo presente o que me foi dado ler no comunicado da Casa Real Portuguesa.
Parece existir uma assincronia entre a aceleração com que a crise do Covid 19 parece aproximar-se do crescimento exponencial, e o ritmo com o qual se vão debitando as respostas Institucionais das mais altas autoridades portuguesas.
O, voluntariamente recluso, Senhor Presidente da Republica, balbuciou há dias que iria consultar, por video conferência, o Conselho de Estado. Órgão meramente consultivo que, embora reunindo personalidades eminentes, não contará com uma maioria de especialistas, em áreas vitais para o caso em apreço.
Continuamos a esta hora sem notícias dos resultados sobre os quais estará a reflectir o Venerando Chefe do Estado.
Pode ocorrer que o Venerando Chefe de Estado informe, via teleconferência a Assembleia da Republica de que chegou a uma proposta. A Soberana Assembleia da República poderá, ou não, aprovar essa proposta que, eventualmente, chegará á Caixa de mensagens do Venerando Chefe de Estado. Este poderá promulgar esta decisão que chegará á caixa do Correio do Governo a quem cabe aplicá-la.
Quanto dias demorou este processo. E o tempo de percurso deste fluxograma estará ajustado ao ritmo de propagação do fluxograma.
Penso que se trate de uma questão que alguns cidadãos terão pleno direito de formular ao Venerando Chefe de Estado, em quarentena voluntária no belo burgo de Cascais.
Manuel Lamas de Mendonça
Mau caro Manuel:
DeleteJulgo que a instauração do Estado de Emergência é função do Presidente da República. A consulta ao Conselho de Estado é uma mera pro-forma já que o dito conselho não possui quaisquer poderes.
Abraço,
Strange, even conspicuous
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