
Aqui está a capa do Nº 20 do Correio Real, o boletim produzido pela Real Associação de Lisboa para a Causa Real, no seu 10º aniversário de existência que com orgulho celebramos nesta edição.
O primeiro sinal de capitulação no combate cultural que travamos contra o progressismo que assola e corrói as fundações da nossa pátria é a renúncia ao ideal monárquico, à legitimidade histórica dos Duques de Bragança na representação duma nação com quase 900 anos de história.
Meu Caro João
ReplyDeleteAdmito que talvez não seja a única pessoa que, há anos esperava uma capa com este matiz , Por feliz inspiração o meu velho Amigo António Homem Cardoso, não de limitou a converter em efígies hieráticas personagens tantas vezes banais, como alguma da sua clientela deseja, e espera.
Não senhor, agarrou aquele momento preciso em que cada um dos jovens da Família Real apresenta uma faceta distinta, e muito pessoal, dentro do conjunto alegre e despretensioso.
O povo, a que pertenço, costuma comentar na sua antiga sabedoria:
- Quem tem capa sempre escapa !
Mas não és tu, João, que precisas de te escapar.
Já agora pedia-te que, com o teu conhecido tacto, e a distância cautelar que tiveste a intuição de manter, ajudes a rasgar uma porta pequena no muro. Uma porta de jardim, ou de pomar, pela qual aquela juventude possa sair confiadamente ao encontro de quem Os espera.
Mas também ao encontro de todos aqueles que, não Os conhecendo de todo, perdem a oportunidade de tomar consciência que existe uma geração fresca, genuína e natural.
Muito mais próxima de cada um de nós do que os entornos dos venerandos Chefes de Estado, ou a frieza calculada dos leaders Europeus que, caso curioso, tendem a não ter família nem filhos.
Que eles não desçam, ou apenas saiam à rua apenas no dia em que o Rei fez anos, com alegria e foguetes no ar.
Que venham para o meio de nós.E tragam sempre consigo a legitimidade do Pai e a proximidade inteligente da Mãe.
Mas que sejam Eles, gente de carne e osso, com rasgos e limitações, generosidades e fragilidades, como todos nós.
Que os nossos filhos os sintam como parte de uma geração, e possam dizer, como já ouvi a respeito de Dona Francisca:- essa é das nossas, de cinco estrelas!
Manuel Lamas de Mendonça