
A propósito da manchete de hoje no Expresso que refere que as "Escolas estão a cortar aulas de História" (para dar lugar a aulas de "cidadania"), lembrei-me de um post lido aqui, há dias, em que o autor defendia a ideia nada descabida de dever a Escola limitar-se a ensinar Matemática, Filosofia, Gramática e Latim. Descontado o exagero (?), acredito que talvez dessa forma se estragassem menos famílias. Por exemplo, a disciplina de História, pelo menos até ao 9º ano, não passa de uma cartilha panfletária de propaganda aos clichés e estereótipos que sustentam a narrativa da oligarquia que nos pastoreia. (O meu filhote de 12 anos que frequenta uma escola católica, chegou no outro dia a casa convencido que a Revolução Francesa se dera porque a rainha gastava o dinheiro todo em jóias - ficou por explicar a justificação da perseguição chacina do clero). Certo era que com um cardápio assim minimal de disciplinas se poupava muito trabalho a pais extremosos como eu de passar a vida a desmontar os clichés que os miúdos aprendem na escola e a desafiá-los a pensarem pelas suas cabeças com dados alternativos.
Bons dias João
ReplyDeleteEstou convicto de que qualquer pai de aluno/a suficientemente atento já se deu conta da similitude entre a narrativa de formatação histórica que e leccionada e a cadeira de Organização Política do Estado Novo.
É certo que a Cadeira do Estado Novo era menos sofisticada e pretendia esculpir cidadania contida no quadro e uma tradição doutrinária e jurídica (desajustada ou não é pouco relevante aqui) e não tinha como intuito senão prosseguir uma determinada abordagem da Cultura Ocidental.
Ora a formatação a que estamos sujeitos é de ruptura total. tal como pretendia o Leninismo (diga-se de caras) e visa criar um Homem Novo ( O homem de Soros) numa sociedade em que tenham sido desarticulados todos os vínculos tecidos ao longo de séculos deixando cada um individual e directamente á mercê duma nomenclatura que faz a intermediação de uma casta iluminados sem rosto.
Presta Atenção á manifestação de ontem em Madrid, não foi apenas Barcelona a desfilar pela independência, mas também a Andaluzia e a Galiza. E vê hoje, mas apenas em,directo, sem os filtros e as censuras dos mainstream media os coletes amarelos . Parece-me que os Soro's boys de todas as geringonças destaparam a caixa de Pandora
Oxalá não me engane
Com amizade
Manel
Quanto à formatação, estou absolutamente de acordo. Para além de eu ter horror a revoluções, no resto sou bastante pessimista quanto aos sinais que vislumbro, principalmente em Portugal onde regra geral as pessoas se conformaram uma vida mediocre, entretidas que estão com bonecada nas redes sociais.
DeleteAbraço,