Thursday, October 11, 2018

O obscurantismo instrumental

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O mundo está realmente perigoso. É de leitura obrigatória este artigo do insuspeito Luís Aguiar-Conraria sobre o modo como certas fraudes passaram por artigos científicos em revistas especializadas desde que correspondam a determinada ideologia ou vitimizações em voga. Se isto se passa com revistas académicas científicas, como não hão-de as redacções dos jornais papar todas as "novidades" e "estudos" das causas a que são tão atreitas? Andamos nós a queixarmo-nos das notícias falsas e boçalidades difundidas nas redes sociais...


Depois vem a reclamação duma tal "Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância"  que incita as autoridades portuguesas em matéria de manuais escolares a "repensar o ensino da história e, em particular, a história das ex-colónias" por forma a incluir temas como a “discriminação e a violência cometidas contra os povos indígenas". Tudo isto porque o ar do tempo exige, como insinua no Expresso do sábado passado Joseph C. Miller, que a historiografia deve reflectir a realidade política do seu tempo, que na Europa é de uma sociedade multicultural de acolhimento de diferentes povos, no lugar do velho conceito de "Pátria Cultural", lugar de história, heróis e valores que constituem o nosso “Chão Comum” e penhor do nosso desenvolvimento que é tão atractivo para os forasteiros (nada contra!). Onde é que fica o propósito da busca de uma verdade tanto quanto possível objectiva no meio disto é que resta saber. Que as chamadas “Ciências Humanas” são espaço privilegiado para o relativismo e propaganda já sabíamos, mas é preciso não exagerar para não se transformarem em instrumento do obscurantismo, sabe-se lá com que agenda.

4 comments:

  1. Leitura Aconselhada
    Reflexão obrigatória
    Treinem os filho a passar os in puts a pente fino e a procurarem entender devagarinho porque é que ser marginal faz parte do curso de sobrevivência.
    PS apreciei sorridente as considerações do meu admirado Senhor de Matosinhos sobre a orfandade provocada pelo ódio duma esquerda monopolista da moral e da estética.
    Não acha que essa esquerda , caldeirada de temáticas ditas de rotura, tal como dizia Marx do capitalismo, anda a tecer a corda na qual se enforcará?
    Manuel Mendonça, observador adjacente e marginal

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    1. Viva Manuel.
      Temo bem que não, que a Esquerda sabe muito bem o que está a fazer. Sobre os conservadores têm a vantagem de desprezarem a ética e a coerência.

      Abraço amigo,

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    2. Bom dia João
      Se me permite um esclarecimento
      Não é a esquerda monopolista que sabe muito bem o que anda a fazer.
      Essa esquerda é meramente instrumental do processo de pulverização de multi culturas e valores a reciclar no unanimismo global. Quem sabe (e muitíssimo bem) o que anda a fazer são os Kameraden dos Jorge Soros e todos os bancos mundiais, fundos monetários internacionais e da rede por eles tecida.
      Nunca esqueça que quando alguém quer romper o circulo vicioso do USD, por exemplo tentando vender petróleo noutra divisa, normalmente tem problemas de saúde, e isto não se aplica apenas a Strauss-Khan, Sadam, ou ao camaleão Kadafi

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    3. Isso para mim já são ciências ocultas. Não me meto nisso.

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