
Aqui há uns anos valentes um fulano chamado Manuel de Sousa copiou quase integralmente um livro do meu pai, o “Dicionário das Famílias Portuguesas", que com um nome sugestivo fez publicar aos milhares numa "elegante" edição cartonada para ser vendido com o Correio da Manhã. Por isso foi posteriormente condenado à revelia em tribunal, fruto de um processo que lhe foi imposto pela minha família. O biltre, que provavelmente fez outras intrujices, permanece até hoje a monte, incontactável, fui informado há dias oficialmente. Talvez seja o mínimo dos castigos que o malandro se veja impedido de andar às claras e de cabeça erguida na sua própria terra. Tudo isto só para dizer que considero o plágio, tirar proveito abusivo do labor alheio, um dos mais velhacos crimes que conheço, e que o realizador João Botelho deve muito mais que um pedido de desculpas a Deana Barroqueiro, autora plagiada pelo realizador no filme Peregrinação. E já agora, perceber a posição que assumem as entidades publicas ou privadas que subsidiaram esta indignidade.
Meu Caro João
ReplyDeleteTodos os anos releio Fernão Mendes Pinto, com devoção e emoção.
Todas as semanas ouço o Auto da Pimenta do Rui Veloso e o Por Este Rio Acima, do Fausto Bordalo. Lavam-me a alma de ser humanamente um Português Oliveira da Figueira.
Assisti a numerosos plágios e falsificações , idênticas àquela de que o Senhor seu Pai foi vítima, mereceram aplauso e louvaminhas de uma carneirada ignara,. quando não cúmplice.
Sempre achei que a Peregrinação podia servir para roteiro do guião de um filme Maior e desmitificador.
Aqui tem Você o meu abraço de concordância cordeal e solidária
Manuel Mendonça