Jamais poderia esquecer aquelas fases entre leituras e escritas em que o meu Pai se sentava no seu coçado cadeirão da sala para, em cima de um gigantesco livro de brasões que lhe servia de tabuleiro, se dedicar furiosamente àquela paciência de cartas que, quando bem sucedida, acaba com os naipes organizadinhos por ordem crescente. Suspeito que era a forma como materializava simbolicamente uma ordem lógica para o mundo, com o qual viveu quase sempre em conflito.
Tuesday, July 26, 2016
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O espelho de Alcácer
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