Ontem Santana Lopes no cândido debate semanal com António Vitorino na SIC Notícias, a propósito da Cimeira de Paris, notava apreensivo que por cá não chove há quinze dias. Já sabíamos como o ambiente - um tema sério - se presta não só a muitos disparates, mas através da exploração do medo e da culpa, ao mais despudorado aproveitamento para propaganda política – quem anda na rua por estes dias bem vê as pessoas no pára-arranca das filas de trânsito a fumar cigarros consumidas pelo tema. Mas o que eu confesso é que não julgava ser possível no século XXI ouvir um líder político de uma grande potencia ocidental (Obama) prometer todo o empenho para "acabar com as catástrofes naturais". Esta moderna crença é tão estapafúrdia quanto aquela que imperava no século XVIII e atribuía à imoralidade das acções humanas as causas do grande terramoto de Lisboa.
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