O facto de o Filipe Anacoreta Correia fazer parte das listas da coligação por Lisboa não só constitui um sinal de salutar abertura e inteligência do CDS na sua renovação, como tem o efeito de, durante as próximas semanas, me obrigar a um maior comprometimento com a campanha para as legislativas de 4 Outubro.
Acontece que o Filipe é um homem independente e com carácter, acostumado a lidar com a pressão que isso implica: de uma implacável frontalidade, exigência consigo próprio e com os seus colaboradores mais próximos, é suficientemente flexível para estabelecer e gerir os compromissos imprescindíveis para que os projectos e ideias em que peleja, alguns dos quais se afirmaram no partido como propostas legislativas ou programáticas, sejam considerados. Conhecer o Filipe vem sendo para mim uma lição de como a política pode ser simultaneamente fruto de uma vocação (de família?), e do sentido de serviço somado com convicções profundas, daquelas que nos instam ao desassossego e ao inconformismo. São pessoas desta natureza, que me fazem acreditar numa visão de Portugal, feito comunidade de gentes, com história, raízes e projectos comuns.
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