Parece-me absoluta má-fé a interpretação das palavras do Papa sobre o bom senso no uso da liberdade de expressão como aprovação da violência. Só o fanatismo ateísta permite tirar tal sentido. Por menos politicamente correcto que seja nestes dias afirmar que a violência atrai a violência, isso não deixa de ser verdade. A crítica de Francisco terá que ser interpretada no estrito âmbito da moral: num projecto que vise a santidade (no sentido da procura do Homem duma comunhão mais íntima com Deus) não se deve insultar, como não devemos bater, ou enganar. De resto aos Cristãos resta-lhes defender até ao limite das suas forças os valores fundadores da nossa civilização, a liberdade intrínseca de cada pessoa escolher as suas acções ou condutas, que consequentemente inclui a liberdade na injúria. Quanto ao mais, ofensas ou blasfémias, os cristãos estão habituados, aguentam bem. Ou não tivesse Jesus Cristo chegado à Glória na humilhação, pelo vilipêndio, pelo escarro e ao ser crucificado como um reles criminoso.
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