Herdadas ou adquiridas são muito nossas e intrínsecas as fragilidades que fatalmente nos moldaram desde o berço ou antes disso, quais buracos negros havidos de morte. Foi um engano, uma arrogância, quando pensámos que as eliminávamos com o músculo do nosso querer treinado pelos anos. É desconcertante verificar como basta uma faca afiada que entre as couraças das nossas defesas encontre o caminho para aquela carne viva, para que a dor lancinante nos recorde as debilidades de que afinal sempre fomos feitos, apesar das grossas muralhas, que não podemos negligenciar: estão lá porque somos frágeis, não porque somos fortes.
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