Há só uma coisa que perturba mais o sossego ao homem do que a desgraça do próximo: o sucesso do seu vizinho. É irónico (eu diria trágico, até) como quase sempre é mais difícil a empatia no confronto com a alegria do outro do que perante as suas tormentas e infortúnios. Enquanto as últimas colocam-nos numa situação de hegemonia, o seu contrário pode significar uma ameaça a qualquer frágil auto-estima. Qual a influência deste paradigma para a felicidade dos homens em sociedade é que é o busílis da questão. Em termos práticos é da maior conveniência que o sofrimento alheio não nos deixe nunca indiferentes ou até nos repugne, o que nem sempre acontece. Mas quantas bem-intencionadas causas ou empreendimentos acabam comprometidas com uma mediocridade que nivele protagonismos e reprima os êxitos individuais. Ou seja, também não é de subestimar a importância do são convívio dos indivíduos com o sucesso uns dos outros para a harmonia e desenvolvimento social.
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