Uma das velhas justificações para o proverbial atraso dos portugueses é que este se deve à sua geografia, somos fatalmente periféricos, assim distanciados do cosmopolitismo civilizacional da Europa.
Velhos hábitos são difíceis de mudar e por isso acusa-se um secretário de Estado com as suas loucas ambições reformistas de ser “estrangeirado”, e desprezam-se os “economistas visitantes” autênticos bárbaros incumbidos de estudos e estratégias para a cura da enfermidade lusa.
Hoje como ontem reclamamos que nos deixem em paz no nosso cantinho. Orgulhosamente arruinados e para que nada mude em proveito dos mesmos: é uma questão cultural a respeitar.
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