Dadas as circunstâncias, antes deste governo tomar posse estava eu já convicto de que em menos de um ano teria meio mundo na rua em violento protesto, num unanime e ruidoso coro com a comunicação social e a opinião publicada. Acertei em tudo menos nos fundamentos da sua consequente fragilização. Queimado por queimado, ao menos que tivesse cortado a direito e cumprido uma parte das promessas. Mas não: o governo, incapaz de promover uma reforma digna desse nome, de afrontar os interesses instalados, o funcionalismo público, institutos e fundações, incapaz de extinguir uma empresa pública ou autarquia, acabou cedendo a todos os grupos de interesse excepto… à sua base de apoio, aos seus eleitores. Como o costume a via escolhida para o brutal ajustamento foi pelas receitas. Ou seja, mais socialismo, a que se seguirá um governo com os socialistas. E isso não tem perdão.
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