Em 2009, a poucos dias dessa final da Taça da Liga de má memória, a organização decidiu lançar o evento juntando Nuno Gomes e João Moutinho, qual harmonioso casalinho num patético apelo ao Fair-play. Tratou-se então duma descarada mariquice, rematada com beijinhos e abraços por entre as melenas de Nuno Gomes. Um nojo: em futebol, abraços e "passou-bens" só no fim do desafio.
Este tipo de higiene que algumas luminárias querem impingir ao futebol significa condena-lo à extinção. É que para encher o estádio e pôr o país a roer as unhas de ressentido nervosismo, na bancada ou frente á TV, são imprescindíveis umas provocaçõezitas brandidas por ambas as partes da contenda.
Quando esta manhã me deparei com a denúncia do "Público" das fotografias provocadoras nos túneis de Alvalade, dei uma gargalhada. O futebol fala mesmo grosso, pica na barba é politicamente incorrecto, e alimenta-se disso. É uma deliciosa encenação do nosso genético tribalismo, e quem não perceber isso que se entretenha a coleccionar borboletas ou a cozer meias. De resto, meus amigos, a atoarda serviu para lançar o jogo: que não ganhe nem o pior nem o melhor, que ganhe o Sporting.
Ao centro, de punho fechado, um perigoso
"indgnado", quem sabe até,
um anarquista.
Foto Miguel Manso - Público
Publicado originalmente aqui
No comments:
Post a Comment