A música deve cumprir unicamente a função da satisfação “espiritual” do ouvinte, algo de categoricamente íntimo e pessoal, sujeito a incontroláveis estados de alma. O certo é que quanto mais se junta criatividade e sofisticação conceptual na obra mais profundo e perene será o prazer proporcionado pelo(s) criador(es): pouco interessam os rótulos e categorizações.
Irónico é de como neste processo é o compositor que acaba se eclipsando como um mero operário e o ouvinte tornado o verdadeiro protagonista que interiormente se apropria da obra numa reconstrução inteiramente subjectiva e... hedonista. Afinal, o gozo da audição musical é desesperantemente solitário, intransmissível.
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