O monstro insaciável
A série de greves que hoje se iniciam nas empresas de transportes constitui uma aviltante afronta aos portugueses que ainda têm emprego e cujos impostos as sustentam. A verdade é que a alimentação dessas insaciáveis empresas públicas é um penoso dever de cada vez menos contribuintes: são cada vez menos aqueles que diariamente por mérito e num constante desafio ao empreendedorismo e esforço de trabalho lutam pelo sucesso ou sobrevivência dos seus projectos, avenças, empresas ou simples postos de trabalho em empresas privadas.
Repito: nas actuais circunstâncias, que qualquer classe bafejada com empregos vitalícios, independentes de mérito, eficácia ou rentabilidade, faça uma greve parece-me uma aviltante afronta para com os que a custo lutam pela sobrevivência. Uma imoralidade patrocinada pelos sindicatos que hoje se tornaram em forças cegas de conservadorismo na defessa dos interesses e privilégios de meia dúzia de castas e corporações.
Texto recuperado e adaptado originalmente publicado legislatura anterior
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