É curioso verificar a complacência saciada da opinião publicada perante o corte deratting da agência Moodys à Madeira. É a mesma bovina bonomia que pactuou com o endividamento público que hoje atinge cerca de 160 mil milhões de euros, extasiada com promessas de mais aeroportos, TGVs, auto-estradas, estádios, piscinas, bibliotecas, hospitais, metros, casas de música e de coches, shoppings e condomínios, enquanto o país debandava para o litoral para comprar telemóveis e ténis "de marca". O facto é que a “cidade” que construímos, embalados na ilusão de ilimitados recursos é absolutamente insustentável. A realidade da Madeira de Alberto João Jardim, a económica e a política, tem a virtude de constituir uma benévola parábola, um generoso espelho da nossa sinistra farsa.
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