Ferreira Fernandes no seu apontamento de opinião hoje no DN analisa os motins de Londres pela perspetiva menos simpática aos cânones do politicamente correto: a do vandalismo puro, as hordas de delinquentes comparados a hienas. Pela parte que me toca, sou pouco sensível à visão “culta” tão atreita à esquerda intelectual: nutro uma profunda desconfiança sobre a tal metáfora da implosão do capitalismo “e os bairros dos pobres a explodir causas”. Tenho profundas dúvidas que os jovens encapuçados que se divertem a destruir lojas, casas, quarteirões, sejam outra coisa que não pobres de espírito. Conheço bem como a ausência de valores e sentido de vida une muitos jovens em bandos, sejam do Estoril, da Av. Infante Santo, ou do Fim do Mundo. Une-os para além da iconografia da delinquência pop suburbana a total falta de educação e autoridade parental.
Leio no jornal I que hoje se iniciam mais dois festivais juvenis “da pesada” para onde os progenitores, a troco de umas centenas de euros enviam os seus jovens sedentos de libertinagem e experiências radicais: o festival de trance Freedom, em Elvas e o Rainbow no Gerês, eventos industriais para a catarse juvenil, concentrações toleradas de álcool, alucinogénios e outras substâncias, excessos que o adolescente burguês ocidental hoje toma como inalienáveis direitos. Descredibilizados os ancestrais valores e instituições para a formação dos indivíduos, assim se “controlam” os danos na adolescentocracia. Até ao dia...
Wednesday, August 10, 2011
O triunfo da barbárie
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O espelho de Alcácer
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