O problema é que a nossa cultura individualista desacreditou o valor da renúncia, atitude individual sob a qual erradicam os mais preciosos equilíbrios, sob os quais assenta a sobrevivência duma civilização. Não há ética, ecologia, economia, família ou geração sem renúncia. A civilização ocidental vive fundada numa paradigmática fantasia, na ilusão de que o prazer individual é um recurso interminável e… exterior à pessoa. O mais grave, é que a democracia adoptou essa utopia como moeda de troca pelo poder, uma quimera que nenhum politico se atreve a por em causa.
Acontece que da guerra à relação, da ecologia à corrupção, tudo começa e acaba com escolhas e atitudes pessoais. Porque jamais se construirá um mundo bom sem pessoas boas. A construção de uma Família, duma Cidade ou dum Mundo harmonioso e habitável é um caminho estreito. Para um profundo prazer, sempre diferido feito de pacificação interior. Uma lógica toda ela inversa àquela que a cultura predominante nos quer fazer acreditar e que afinal nos impele para o abismo.
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