Se é verdade, como refere hoje no Público no seu habitual tom jocoso Vasco Pulido Valente, que o sucesso da cimeira da OTAN confirma uma excepcional capacidade Lusa para administrar acontecimentos de grande complexidade logística e protocolar – em tempos eu próprio me envolvi profissionalmente na organização da Cimeira da OSCE com 52 chefes de Estado e de governo (!) e numa outra mais modesta, também da Nato mas ministerial - o facto é que, o traço comum entre estes grandes eventos (aos quais se podem incluir a Expo 98 e o Euro 2004), é, em maior ou menor grau, o eufórico e gigantesco despesismo, que com mais ou menos patrocínio externo, todos eles incorrem. Assim, lamento desiludir o popular cronista e historiador, mas eu diria que a nossa espantosa “capacidade de organização” corresponde a uma vocação e talento dos portugueses em fazer vida de ricos, a mesma que nos impede de "nos governarmos a nós próprios".
Não tenho dúvidas, João. Veja-se a construção de dez novos estádios para a recepção «condigna» de um campeonato europeu, e veja-se o que aconteceu depois aos dez novos estádios. Tristezas... :-S
ReplyDeletesimpatica surpresa le-la por aqui, Luisa. :-)
ReplyDeleteEspero que a organização da cimeira traga algumas vantagens ao pais e não só ao Sr. Socrates
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