Prepara-se para o próximo dia 24 uma greve geral e um protesto de rua que, face ao insólito panorama político-económico actual certamente tomará efervescência e proporções desmesuradas. Às habitais centenas de milhares adeptos da esquerda subversiva, religiosamente presentes nestas ocasiões, é previsível que se lhes junte uma participação outrora improvável de muita gente razoável, "protestantes não profissionais" em legítima revolta e desespero de causa.
Numa altura em que se torna evidente que o processo de reajustamento económico irá ser longo e doloroso, que os quinze anos de desgoverno socialista chegaram ao fim da linha, e que inevitavelmente incumbirá a um governo à sua direita dolorosas medidas e reformas que ameaçarão a oligarquia regimental, convém não sobrevalorizar a legitimidade da "rua" que possui uma natureza anti-democrática insubestimável. Só por ingenuidade ou má memória se pode ignorar a previsão do que acontecerá após seis meses de governo à direita dos socialistas: o país entornar-se-á delirante em contestação campal, instigado ao ressentimento e à revolta por aqueles que, apoiados por uma comunicação social facciosa, de forma metódica tomam conta do País e dos seus recursos há quase quarenta anos. Convém começar desde já a reforçar a ideia que o Poder se concede pelo voto e pelo voto é destituído. Que não se espicacem os perversos espíritos revolucionários domésticos, que desde o século XIX nos têm conduzido de abismo em abismo.
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