De como o desconcertante Mark Zuckerberg, um génio bilionário hoje com vinte seis anos, é biografado para o cinema oito anos depois da criação do seu Facebook. Ou como a imparável marcha tecnológica na ausência de outras referências fomenta a ilusão de que vivemos um século num decénio. É essa voragem da história alucinante que Aaron Sorkin (Os Homens do Presidente) escreveu em The Accidental Billionaires, que é projectada no cinema pelo gélido olhar do realizador David Fincher, num duríssimo testemunho sobre a intriga à volta dum grupo de estudantes de Harvard que disputam desregradamente as relações, o prazer e o êxito. Trata-se dum perturbante filme sobre os nossos dias e as trevas do nosso tempo, a vertigem do sucesso no desprezo pelos outros, ou do lado sombrio dum indivíduo centrado em si na criação da mais bem sucedida rede de partilha de impressões humanas.
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