Na verdade, os cerca de setecentos mil cidadãos que constituem a classe do funcionalismo publico em Portugal, com o seu proeminente poder de influencia eleitoral, só agora aterrou na crise que assola o país real há quase dois anos. O congelamento ou corte entre os três e dez por cento na escala dos seus vencimentos, se outra virtude não tiver, tem a de que coloca diante dos seus olhos, para que servem e como se podem gastar os cerca de oitocentos milhões de euros que serão poupados à sua custa em 2011. É muito salutar que todos os portugueses fiscalizem e se inquietem com a orgia que há trinta anos vem crescendo despudoradamente à custa duma economia cada vez mais frágil e dependente. Por exemplo, aconselha-se que essas contas se façam a começar numa atenta visita a este sítio.
No comments:
Post a Comment