Não sei que mundo é esse em que vive o António Figueira onde as pessoas andam a ouvir Haydn a 128 kbps no Ipod: à parte dum ou doutro excêntrico melómano sem critérios audiófilos, não haverá muitos - a malta nos fones ouve outras coisas bem menos elevadas. Depois, na escolha do som podemos sempre promover um pouco a ecologia dos sentidos. Será preciso enfiarmo-nos dentro dum violoncelo para vibrar literalmente com a sua música? Hoje em dia música de grande consumo é gravada e comprimida para impressionar os surdos (não só no sentido literal) em mp3.
E definitivamente a democracia digital não promove a música erudita. Eu, que à boa maneira do século XVIII não posso comprar ao editor uma partitura e ter em casa uma orquestra de câmara para ma tocar, prefiro a alternativa duma boa gravação analógica, reproduzida dum bom vinil numas pesadas colunas de madeira. Uma questão de alta fidelidade
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