O campeonato do mundo de futebol começou hoje em Joanesburgo e na Cidade do Cabo enfastiado e em passo de caracol: dois jogos, dois golos e dois empates. Um enorme bocejo com um insuportável enxame de vuvuzelas em fundo. Nestas circunstâncias dá para perceber a caricatura que os norte-americanos fazem do nosso desporto rei, vergado pelos milhões dos patrocínios a tácticas de jogar para os lados, sem rasgo ou espontaneidade, à imagem da decadência do Velho Continente. No pasa nada!
Não fossem os assaltos aos jornalistas, os caprichos esmiuçados dumas quantas "celebridades" e os estados d’alma de Nelson Mandela, pouco haveria a reportar da África do Sul. Nas rádios e televisões, nos intermináveis e omnipresentes debates, análises e mesas redondas, sobram lugares comuns e vulgaridades ad nauseam – uma incontornável praga. Acontece que quanto mais anos vive um consumidor minimamente instruído, menos crédulo ele é nas piruetas de marketing e demais folclore: torna-se exigente em relação ao produto final - o futebol, quando acontece é no relvado, magia pura, jogo e vertigem. Que os atletas joguem à bola e deixem-se lá de tretas.
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