A questão retórica criada á volta dum improvável pedido de desculpas pelo assalto aos contribuintes sobreviventes determinado ontem pelo governo, demonstra o nível indigno e rasteiro da política doméstica.
Se Passos Coelho, que há menos de dois meses proclamava aos sete ventos jamais vir a apoiar uma subida nos impostos, teve a dignidade de pedir desculpas aos portugueses pela inflexão assumida, já José Sócrates justifica-se com o Mundo que mudou nos últimos quinze dias (sic), e logo surge o inefável Francisco Assis criticando o líder da oposição com o argumentando que um pedido de desculpas implica má consciência e consequente abandono da vida política. Obviamente não implica nem uma coisa nem outra.
De facto, a certos criminosos de delito comum um pedido de desculpa é pouco mais que inútil, não chega. Uma mentira é uma mentira e a gestão danosa da coisa pública é um crime grave. E afinal "a velha do colar de pérolas", que alertava para o abismo da dívida pública e do descontrole do deficit é que tinha razão: a bomba há muito que estava armadilhada, a verdade não vence em política e agora é que estamos mesmo lixados. E isto não pára por aqui.
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