Com o advento das novas tecnologias, das redes sociais e da comunicação interactiva, com a fragmentação das fontes tradicionais de informação, a oligarquia instalada vai tendo cada vez mais dificuldade de fazer passar a sua mensagem e catequizar: os jovens não vêm telejornais, não ouvem a telefonia e muito menos lêem os jornais tradicionais. Fazem pesquisa de conteúdos na Internet e servem-se de downloads de rubricas televisivas ou radiofónicas, conteúdos lúdicos ou informativos a seu belo prazer e numa lógica que escapa às grandes distribuidoras, comerciais ou institucionais. Por exemplo, há vinte anos teria sido impossível a grande parte dos jovens escapar, no todo ou em parte, às comemorações do 25 de Abril e respectivos rituais mediáticos promovidos pelos meios de comunicação de massas. Hoje o mundo está a mudar e no meio desta alucinante desagregação cultural o “Grande Irmão” vai tendo cada vez mais dificuldade a amestrar o “seu povo”.
Isto trata-se de uma tremenda oportunidade de sobrevivência para as Causas situadas nas margens da corrente oficial e um definitivo reforço da responsabilidade e protagonismo da sociedade civil e seus núcleos sociais como a Família. Difícil é ainda contrariar as pretensões doutrinárias mal disfarçadas nos currículos escolares que afinal a generalidade dos miúdos pouco se interessa e apreende. Mas isso é outro assunto.
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