Na Sexta-feira passada ao final da tarde quando saía de Lisboa com a família, não foi a chuva intensa ou o estado de alerta anunciado para a madrugada que me fez hesitar ou esmorecer o desejo de realizar a pequena evasão. Se o desânimo me assaltou alguma vez, tal aconteceu ao fim de duas horas de pára-arranca entre a A5, a 2ª Circular e Aveiras onde nos cruzámos com o último dos três acidentes que estrangulavam vários pontos do inevitável percurso para Norte. A cidade estava bloqueada.
Durante esses penosos cento e vinte minutos, lembrei-me das virtudes de Alberto João Jardim ao mesmo tempo que negros pensamentos me assaltaram a respeito da inoperância das entidades responsáveis pelos intermináveis trabalhos de desimpedimento da via que há mais de um mês se encontra interrompida, bloqueando parcialmente os fluxos de tráfego a partir de toda a área poente da grande Lisboa (linha de Sintra e de Cascais) para o centro da cidade e Norte do País. Acontece que, da forma como a grande cidade se expandiu, a CREL tornou-se uma via fulcral parta a mobilidade nesta região. E acontece também que, sem que qualquer esclarecimento consistente seja prestado ao público sobre esta grave situação que se arrasta há mais de um mês, não resta outro destino às pessoas do que sofrer e presumirem aquilo quiserem sobre o caso, como concluir que tudo isto afinal se trata dum escandaloso caso de incompetência e falta de seriedade. Enfim, o normal funcionamento duma grande empresa que é protegida e alimentada pelo Estado.
Imagem Radio Renascença, notícia de 25 de Janeiro.
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