Foi com um quentinho no peito que hoje estreei no escritório os desajeitados presentes que recebi dos miúdos no Dia do Pai. A coincidência desta data se celebrar no dia de S. José, pai "adoptivo" de Jesus, quanto a mim está carregada dum profundo simbolismo que jamais deveria ser menosprezado. Sob o bombardeio da nossa cultura hedonista e consequente delapidação da família e do tecido social, este dia deveria constituir uma privilegiada ocasião para se reclamar de todos os pais o seu insubstituível papel e responsabilidade na defesa dum núcleo familiar tão saudável quanto irredutível. Numa época em que se festejam com estridência os mais inusitados dias de Tudo O Que Mexe e Mais um Par de Botas, o “do Pai” deveria ser um daqueles para mais a sério ser levado. Quem sabe deveria merecer a dignidade dum feriado, que para não pesar na economia poderia substituir o disparate do 5 de Outubro. Tudo isto porque, para lá das efémeras delícias inerentes ao acasalamento e à paternidade, dos encantadores afectos trocados com os amorosos infantes quando eles são nossos incondicionais, a tarefa vem afinal a constituir a mais desafiante, dura e arriscada missão que um homem pode ambicionar: a criação de seres responsáveis, justos e felizes. Uma empreitada que confere pouco “prestigio” ou carreira, mas que é decididamente prioritária e indeclinável.
Monday, March 22, 2010
O Dia do Pai
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