Em ano de eleições que Cavaco Silva pretende disputar, a penúltima coisa que lhe interessará é conviver, e muito menos arbitrar, uma crise política em que estão subjacentes medidas de contenção orçamental violentas, uma perspectiva, que em Portugal apenas um partido de esquerda conseguiria sobreviver. E elas adivinham-se dolorosas já para o ano que vem, sindicatos na rua e gritaria nos media – está-se mesmo a ver.
A última coisa m-e-s-m-o que a Cavaco interessa, é entrar nesse novo ciclo da vida portuguesa com um governo de direita às costas, pior ainda se for minoritário. Numa situação dessas o coro das esquerdas com os socráticos reçabiados à cabeça, facilmente elegerão um "poeta" para Belém, para chorar a sina do povo explorado e oprimido. É por isso que Sócrates tem em Cavaco o seu maior aliado, ou subjugado, enquanto lhe apetecer. E isso não significa uma fragilidade do Presidente da República, mas uma fraqueza da instituição e do regime.
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