O mais provável é que este governo ou outro qualquer em breve tenha que tomar medidas drásticas e extremamente impopulares na economia: a produção de riqueza do País não cobre a sangria de gastos públicos e as despesas de uma dívida externa líquida calculada 109%. Comprometidas definitivamente as obras faraónicas que Sócrates acenou em campanha, baixar ordenados e aumentar impostos começa a figurar-se como uma inevitável alternativa a breve trecho. Assim sendo seria expectável que os partidos da responsáveis tomassem uma atitude sensata e revissem de forma austera a lei das finanças locais que pretendem fazer passar amanhã no parlamento. Não se afigura justificável aos olhos do português médio que na situação de ruptura em que vivemos se dê um sinal de abundância reforçando-se transferências Ilha da Madeira, cujo PIB per capita é superior à media nacional. Nesta encruzilhada histórica em que vivemos seria incoerente e incompreensível que o PSD provocasse uma crise política por causa duma revindicação injusta e despesista.
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