As luzes da grande urbe, como um grande e feérico cenário, ofuscam o firmamento e roubaram ao Homem o Universo que hoje se cinge a uma equação matemática ou a algum passageiro postulado. Sem perspectiva, espanto ou angústia, a sua avidez e imodéstia há muito se vem avultando por conta doutra cegueira: a do coração. Na cidade eléctrica, sem noite e sem silêncio, o Homem arrisca-se a perder-se definitivamente de Deus, e de si próprio.
No comments:
Post a Comment