Sunday, January 10, 2010

Para quando uma ecologia do Homem? (II)

 



 


As luzes da grande urbe, como um grande e feérico cenário, ofuscam o firmamento e roubaram  ao Homem o Universo que hoje se cinge a uma equação matemática ou a algum passageiro postulado. Sem perspectiva, espanto ou angústia, a sua avidez e imodéstia há muito se vem avultando por conta doutra cegueira: a do coração. Na cidade eléctrica, sem noite e sem silêncio, o Homem arrisca-se a perder-se definitivamente de Deus, e de si próprio. 

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