O problema que sempre terá qualquer primeiro-ministro que sustente a sua eleição em qualidades exteriores como “uma figura elegante, cuidada, simpática; numa voz sólida, bem colocada, timbre de orador e comportamento em publico seguro e auto-confiante” é que esses são requisitos que favorecem a sua mediatização, não a governação. Como bem sabemos, ao fim de dois anos de governo, qualquer primeiro-ministro terá perdido muito cabelo, a pose, e sobra-lhe colarinho no pescoço. O timbre de voz estará artificialmente modelado por aconselhamento dos assessores, e a auto-confiança tenderá a para a mania da perseguição. Um grande estadista faz-se com substância e carácter, o resto não resiste: como diz Anatole France, Governar é criar descontentes. E resistir-lhes.
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