O meu pai, um inveterado tradicionalista e conservador, não dispensava rasgados elogios a Vasco da Gama Fernandes com quem trabalhou no final dos anos setenta na Assembleia da República. Por este histórico socialista, ele nutria profundo respeito e acabou até travando uma boa amizade. Para que tal acontecesse, o interesse pela História serviu como pólo de contacto, e a boa educação encarregou-se do resto. Não podia haver duas pessoas politica e culturalmente mais antagónicas.
Ao contrário do que parece é mais aquilo que pode unir os indivíduos do que os vernizes que as separam: os Princípios duma qualquer Pessoa de Bem são inequivocamente Universais.
Isto serve para dizer que sempre existiu uma esquerda educada e culta com quem tive a sorte de me cruzar e o privilégio de conviver. Para quem as ideias servem para fundamentar Ideais sempre muito maiores que os interesses e protagonismos individuais. Mais depressa me repelem uns certos liberais, uma pesudo-direita “porreiro pá” que faz caminho pelos partidos do arco do poder. E como é curioso verificar como eles se dão tão bem, tão modernos e tal, convencidos que o Mundo começa e acaba no seu ávido umbigo.
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