Lamento profundamente uma Europa que renegou a sua génese cristã, inspiradora de valores inalienáveis como o do livre arbítrio e o da compaixão entre os homens, em troca dum fundamentalismo laico hedonista e estéril. A quem favorece a cultura niilista que há mais de duzentos anos emerge imparável da velha cristandade? Da inevitável disputa do Estado moderno com a Igreja, que durante séculos estruturou as nações latinas e não só, acabámos deitando fora o bebé com a água do banho.
Eu, por mim, não me revejo na iconografia do espectáculo de consumo que tomou o lugar da simbologia e mensagem de Cristo hoje paradoxalmente diabolizada: é assim que o Povo definha, substituído por um insaciável público, que prolifera nos estudos de mercado e sondagens, sôfrego por mais entretenimento. Para não se deprimir quando acidentalmente se prescutar afogado num oceano de vazio.
Lamentavelmente os crucifixos há muito saíram das salas de aula, e em muitas, de facto, nunca verdadeiramente entraram: disso é prova tanta ausência de esperança.
No comments:
Post a Comment