É que este amor incondicional (dos filhos) é uma espécie de conta que os filhos abrem em nome dos pais onde se vão acumulando palmadas, litros de sopa, brincadeiras, gritos, colos, presenças ou ausências. As contas, essas, eles fazem quando crescem. E é fácil perceber se o saldo é positivo: os filhos, quando crescidos, normalmente tratam os pais com a mesma dedicação com que foram tratados.
Excerto da (deliciosa) crónica de Inês Teotónio Pereira na edição de fim-de-semana do jornal I.
No comments:
Post a Comment