Wednesday, October 14, 2009

Fado tropical *

Talvez seja fruto deste Outono com calor de Agosto e do cansaço dos temas “sérios” depois de duas campanhas eleitorais seguidas, mas parecem-me algo exageradas algumas reacções sobre o programa de Maitê Proença: espectáculos desses, levianos e patetas infelizmente tornaram-se normais e não podem ser levados a sério. Quanto muito deveria a entidade patrocinadora do programa (o Turismo de Portugal?) há dois anos na altura da emissão ter elaborado um sóbrio protesto. De resto impressiona-me o que aquele cérebro de periquito retira duma visita aos Jerónimos... mas sobre isso cada um dá o que pode.


Quanto à inconfidência da actriz sobre o hotel, e porque conheço bem essa industria, convém entendermos que os privilegiados brasileiros que vêm à Europa em turismo, e muitos começam a visita em Lisboa, sofrem um choque com a falta de mordomias nos hotéis. Tal sucede porque eles provêem duma realidade social em que impera uma mão dobra quase gratuita em que qualquer estrutura hoteleira oferece uma media de empregados por cliente impraticável e aberrante para o padrão Europeu. Finalmente, pode não parecer óbvio, mas não compete a um hotel dar assistência informática aos seus clientes, que deverão ser os primeiros a conhecer as parameterizações da sua máquina. Os equívocos e questões legais que tal assistência pode acarretar, faz com que os hotéis quase sempre se escusem a esse serviço.


 


Ainda sobre o assunto aconselho a leitura deste avisado escrito do Francisco José Viegas


 


* Titulo inspirado no tema de Chico Buarque & Ruy Guerra

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