Liedson é a mais recente contratação da equipa de carlos Queiroz, o seu último cartucho, com vista à redenção da sua desinspirada campanha para o Mundial da África do Sul. Confesso que nunca vi com bons olhos a abertura da Selecção Nacional a jogadores de origem estrangeira, mas a convocatória do levezinho foi a gota d’água que transbordou: a selecção de Carlos Queiroz é cada vez menos “nacional”. Equipa por equipa, já tenho a minha, para a qual pago quotas e sofro irracionalmente ao fim de semana.
Sei muito bem que o significado de “nação” é algo impreciso e o termo é envergonhado nestes tempos de relativismo que atravessamos. Mas eu sou teimoso e acredito que os portugueses partilham algo de comum, um património afectivo, histórico, cultural, linguístico e geográfico. Acredito que algo que nos une e nos dá corpo como povo, como grupo, para o bem e para o mal. Que tem um desígnio e um legado por cumprir, algo bem mais importante do que o resultado imediato de um qualquer torneio desportivo internacional. Por isso é que estes sinais de relativismo me preocupam: que devagarinho nos tirem pátria, o nosso último reduto.
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