Na velha capital do império, porto de abrigo e porta de esperança de tantos imigrados das miseráveis províncias, o epíteto “provinciano” sempre funcionou como eficaz rotulo para a exclusão. Sempre existiu uma Lisboa deslumbrada, presunçosa e segregacionista.
É neste sentido que apelidar alguém provinciano, significa muito mais do que contestar o seu cosmopolitismo ou a sua proveniência geográfica: significa a velha tentação de pretensas elites de colocar o interlocutor “no seu lugar”, que é menor. Uma atitude chauvinista, uma linguagem preconceituosa e arrogante, típica duma esquerda engajada e burguesa. São eles que mandam, é aquilo que temos.
No comments:
Post a Comment