Uma vez mais tratou-se dum grande exagero a notícia da extinção do CDS, e por esse facto há que felicitar Nuno Melo e... Paulo Portas, apesar da direita dos valores em que me revejo possuir dificuldade em identificar-se com o seu estilo populista.
O facto é que nesta hora há que reconhecer o seu mérito: Paulo Portas conseguiu superar essa desconfiança à custa da sua proverbial capacidade de trabalho que produz resultados na agenda política, desproporcionados à dimensão do partido. Só me pergunto se isso chega para fazer crescer o partido: há em Portugal um eleitorado cristão conservador e humanista que, permanentemente ameaçado de orfandade partidária, triplica claramente o habitual meio milhão de votos do CDS. Tradicionalmente este eleitorado dá-se mal com aventureirismos liberais e fracturantes. Esse eleitorado só aguarda por um líder credível e carismático. E reparem como a valorosa Laurinda Alves anda por aí a desperdiçar energias.
Monday, June 8, 2009
A grande chapelada 5
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