Enquanto o país, cada vez mais endividado e sufocado pela despesa pública, submerge nos efeitos da crise económica, o partido socialista exibe com a habitual sobranceria as suas prioridades políticas: a doutrinação sexual e a distribuição de preservativos aos adolescentes nas escolas. Com estes indicadores e as conhecidas promessas de mais folclore fracturante na próxima legislatura, ou muito me engano ou a proverbial "sabedoria popular" resultará numa decisiva viragem no sentido do seu voto. Ou então na mais retumbante manifestação de absentismo eleitoral de sempre. Quem sabe até resultará nas duas coisas.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
O espelho de Alcácer
O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...
-
O ruído da espuma dos dias nos noticiários cansa-nos, avassala-nos e, não raras vezes, anestesia-nos a alma. Por isso, a nossa primeira reaç...
-
Na Semana Santa que por estes dias vivemos, fomos convidados a percorrer simbolicamente o caminho de Jesus Cristo até ao Calvário, impulsio...
-
Não tenho grande pachorra para "socialites" ou intriguinhas “cor de rosa”. Nunca dei muita atenção às fofocas sobre o casamento d...
A Globalização, tal como foi concebida, passará o ocidente para segundo plano, que será ultrapassado pelos países do extremo oriente: a China e a Índia serão as novas superpotências. O Ocidente caiu na armadilha que interessava às grandes Companhias que pretendiam aproveitar-se dos baixos custos de produção no oriente, onde o custo da mão de obra é insignificante para o estabelecimento do preço dos bens aí produzidos, em virtude dos baixos salários e da inexistência de quaisquer obrigações sociais. Porque esses bens se destinavam principalmente à exportação para o ocidente; e como o ocidente tem vindo a perder poder de compra, a crise ocidental acaba por tocar também as novas potências orientais. Porém, a crise é aí apenas um menor crescimento económico: há poucos anos era de dois dígitos ao ano e agora deverá ficar-se por 6 ou 7% e isso é muito diferente da recessão ocidental que não tem fim à vista.
ReplyDeleteAo aderirem a esta globalização que - nos dizem - seria inevitável (como se o mundo não existisse antes), os países ocidentais prometeram que as suas economias se tornariam mais robustas e competitivas (não sei bem como?) e não condicionaram a abertura dos seus mercados ao cumprimento de regras ambientais e à criação de leis laborais justas: melhores salários, menos horas e menos dias de trabalho, férias anuais pagas, assistência na infância, na saúde e na velhice. Não, o ocidente optou simplesmente por abrir as portas à importação sem condições, criando com isso uma concorrência desleal e “selvagem” da qual sairá a perder. A única alternativa seria a de nivelar os salários e regalias sociais dos ocidentais pelos do oriente. É a esse reajustamento que os ocidentais assistem agora. O ocidente ditou a sua própria “sentença de morte”: enquanto algumas empresas não resistem e fecham as portas para sempre, outras deslocam-se para o extremo oriente para assegurar aí a sua sobrevivência.
Quanto aos trabalhadores, será que depois de terem atingido um razoável nível económico e social vão aceitar trabalhar 10 ou mais horas por dia a troco de um ou dois quilos de arroz por dia, sem direito a descanso semanal, sem férias, sem reforma na velhice, etc...? Não! por isso o ocidente está já a iniciar um penoso caminhar em direcção ao caos: a indigência e o crime mais ou menos violentos irão crescer e atingir níveis inimagináveis apenas vistos em filmes de ficção que nos põem à beira do fim dos tempos como consta nos escritos bíblicos. A Segurança Social não poderá suportar o esforço nem minimizar os problemas que irão crescer sempre, até porque as receitas serão cada vez mais reduzidas, devido a menores contribuições por parte das empresas pelos incentivos (inúteis) que lhes estão a ser oferecidos e também menores contribuições dos trabalhadores devido a mais desemprego. A época áurea do ocidente é já coisa do passado, que em breve se encherá de grupos de salteadores desesperados, sobrevivendo à custa do saque.
Regressaremos a nova “Idade Média”, se é que poderei chamar assim: A sociedade passará a ser formada por uns (poucos) muito ricos - alguns por via do crime - que habitarão autênticas fortalezas protegidas por todo o tipo de protecções, e que apenas sairão à rua rodeados por guarda-costas dispostos a matar ou a morrer pelo seu “senhor”; haverá, em simultâneo, uma enorme mole de gente desesperada, de mendigos e de salteadores que lutam pela sobrevivência a todo o custo e cuja protecção apenas poderá ser conseguida quando em grupos, pois as ruas serão cada vez mais dominadas por marginais, ficando as polícias confinadas aos seus espaços e reservadas para reprimir as “explosões” sociais que possam surgir
Os dois maiores partidos portugueses (PS e PSD) estão amplamente comprometidos com este tipo de políticas neo-liberais e os Governos deles saídos trocaram “sem luta” sectores essenciais da economia portuguesa por alguns milhões de euros (que já se gastaram) e pelo megaprojecto da Autoeuropa, cuja deslocalização se anuncia já como hipótese a ponderar.
Caro João Távora:
ReplyDeleteDiria que para nosso "bem", Portugueses, os "xuxas" podem continuar como até aqui, ou seja a politica da mentira e da propaganda. Só que infelizmente seremos nós a pagar as favas deste desvario para não dizer incompetência, que actualmente se passa no nosso país, daí esperar e desejar ardentemente que em Outubro nós saibamos nas urnas dar-lhes o que merecem, a rua, e dar lugar a competentes governantes.
Cada vez mais sentimos na pele a mentira, a propaganda da banha da cobra, a politica das trapalhadas e dos casos mal esclarecidos.
Um abraço e bom fim de semana.
Acredito que muito se pode fazer para impedir esse horrível cenário, caro Zé da Burra!
ReplyDeleteCumprimentos
Caro Carlos: espero bem que se confirme a propalada sabedoria popular, este país está a tornar-se insuportável.
ReplyDelete