Wednesday, May 20, 2009

Ainda o fado de Santana Lopes

Alguém devidamente identificado contactou-me por e-mail indignado com a minha supostamente desleal posição a respeito da coligação de direita para Lisboa. Confesso que não a tenho assumido de ânimo leve: independentemente da maior ou menor simpatia pelos circunstanciais protagonistas da minha ala politica, nunca deixei de ser pragmático e na hora H apoiá-los com mais ou menos convicção.

Desta vez a situação é bem diferente: Santana, na fossanguice de reeditar a imagem da mítica Aliança Democrática e “secar” a direita em Lisboa, com a sua costumada leviandade, tratou de convidar o PPM, hoje em dia um partido pária,  para a coligação. Acontece que bastará o mais desavisado cidadão ler e ouvir as recentes entrevistas que o seu líder e fadista tem dado à Comunicação Social para se perceber o tamanho da asneira: em todas elas o Sr. Câmara Pereira não perde uma oportunidade de afrontar ignobilmente  os monárquicos portugueses.

Como monárquico e militante do CDS ainda não perdi a esperança de ver esta equívoca e insólita situação devidamente ponderada e revista. Assim como sei que  Santana conquistou a câmara em 2001 por pouco mais de oitocentos votos de diferença, sei que na capital os monárquicos são muitos mais – só a Real Associação de Lisboa tem cerca de quatro mil membros.  E que haverá sempre um voto de refugio para quantos não penhoram os seus valores de lealdade por um prato de lentilhas.

Será com alguma amargura que verei confirmar-se o partido do Sr. Câmara Pereira na coligação por Lisboa: significará que os verdadeiros monárquicos lisboetas foram desprezados e que estarei a torcer contra a minha família politica. Finalmente, do ponto de vista meramente egoísta, resta-me a consolação de estar hoje recenseado na freguesia do Estoril onde a minha escolha será convicta e cristalina.

 

1 comment:

  1. e que diz o riscador Pedro Quartin Graça (monárquico e integrante da coligação) sobre esta situação? ou simplesmente não diz...

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